Palavra do dia #171 - ORGULHO

Orgulho não é uma palavra muito bem vista na língua portuguesa.

Ele é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal; seu sentido é verdadeiramente ambiguo, sendo que pode ser tanto uma atitute positiva quanto negativa.

Para o “bem” o orgulho é um forma de incentivo pessoal para nossos atos, uma crença e uma vontade de mostrar a todos o que fizemos e consideramos bem feito, um sentimento intenso de explosão em que expande-se o desejo de dignidade, brio e vitória; uma forma de elogiar a si próprio, energizando a evolução individual em direção a um projeto de vida. Socialmente uma pessoa que tenha orgulho dos outros ou pelos outros é geralmente vista como altruísta

Levando o “mal” como referência, o orgulho é tido como sinônimo de soberba e arrogância, uma forma exagerada de glorificar seus atos com satisfação incondicional, a superestima de nossos valores na crença de ser melhor ou mais importante do que os outros. O orgulho por si mesmo é associado também ao egoísmo. A Igreja Católica considera a Soberba/Orgulho como um dos Sete pecados capitais, pois é um sentimento caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. O orgulho pode aparecer em grupo como forma de doença social no nacionalismo xenófobo, por exemplo. Todos os tipos de racismo, corporativismo, elitismo, doutrina de povos escolhidos ou eleitos e outras idéias semelhantes são faces do orgulho.

Sigo instintivamente o pensador A. Lisounenko, que caracteriza o orgulho próprio como o fator determinante na trilha para o sucesso familiar e profissional, onde admirar e demonstrar publicamente este sentimento não é errado, uma confirmação natural dos nossos sentimentos, das nossas conquistas e alegrias, ou seja, um sentimento positivo e bom.

Esta semana fui dominado por um sentimento profundo de Orgulho ao encontrar alguns alunos antigos.

E me senti bem com isso.

A vitória deles na carreira e na vida mostrou-me que minhas escolhas pedagógicas apresentam-se corretas. Nas aulas tento dar passos em direção a influência positiva no dia-a-dia das pessoas para quem leciono. Passo dados, informo e ensino a pensar; não quero que eles sejam como eu, mas que encontrem seus espaços e escolhas. Meu Orgulho é saber que eles escolheram ser diferentes e fazer a diferença.

Sou feliz por fazer acontecer estes jovens que mudam todos os dias a minha vida.

Mais um Filme no Natal. Uma História para a Vida.

Quem acompanha meus posts sabe como admiro a literatura fantástica e principalmente como valorizo a criatividade e a magia de autores com textos inteligentes que abordam tanto historias cativantes quanto a vida.

Neste Natal um lançamento no cinema promete um raciocínio profundo sobre a vida e entretenimento de boa qualidade. No Natal de 2010, pelo menos nos Estados Unidos, ainda não sei se o lançamento será mundial, sai o segundo filme baseado no livro “As Crônicas de Nárnia” - “A Viagem do Peregrino da Alvorada”.

Para quem viu o último filme e não leu todas as histórias, este filme relata uma aventura até o fim do mundo e um retorno de dois dos antigos Reis de Nárnia.

Vale a pena ver para acompanhar a fidelidade ao livro e para pensar um pouco sobre quem somos e aonde estamos.

Uma deliciosa incorporação de semiótica.

Política Internacional: Presidenciáveis e Sua Confiança Mundial

Ontem à noite, na volta para casa, escutei na CBN uma entrevista com o candidato a presidência da República José Serra que tratava do acordo mediado pelo Brasil e a Turquia com o Irã e fiquei espantado com as afirmações. Fiquei pensativo sobre a falta de tato e inteligência na política, e na inexistente coragem do jornalismo.

O comentário do candidato tucano, como não podia deixar de ser já que é candidato da oposição, foi contra o acordo e destacou que o Brasil não pode ter confiança no país do Presidente Mahmoud Ahmadinejad. Detalhe: a falta de confiança é no PAÍS, não no seu líder.

Politicamente Serra posicionou mais uma vez sua candidatura para todos aqueles que não estão contentes com a situação atual do país. O Marketing quer colocá-lo em uma posição diametralmente oposta em temas polêmicos e aproximá-lo da criação do que foi bom neste período de governo do Presidente Lula. A estratégia é sensacionalmente simples e brilhante, dividir a população entre o “time sem camisa” e “time com camisa”, como em qualquer pelada na várzea. Porém Serra acabou ficando contra todos os descendentes iranianos no Brasil (ele não confia no país, portanto em seu povo) e deixou uma questão aberta em política internacional: será que vencendo a eleição ele manterá os acordos fechados por Lula?

Jornalisticamente a questão é com o que vejo entre os Comentaristas. Ninguém até o momento questionou a afirmação do ex-governador de São Paulo. Para mim a questão é clara: se não confiamos no Irã, por que devemos confiar em Israel que atacou covardemente em águas internacionais um navio pacifista que levava alimentos para os palestinos na Faixa de Gaza? Entre os Comentaristas internacionais como não surge dúvidas armamentistas contra Russos, Americanos, Indianos e Israelenses? O único país do mundo que temos desconfiança é o Irã?

Será que o problema seria a Copa do Mundo; o foco das preocupações mundiais mudaria por isso?

Muitas dúvidas, poucas respostas e pouca atitude. Isto são os fatos.

enfim… boa copa.

Nascer de Novo

Contagem regressiva
Minha vida vai recomeçar
O novo vem chegando
A surpresa vai nascer

Iniciar o novo
Surpreender-se na vida, de vida, com a vida

Tudo novo, de novo.
Agora vai.

Energia renovada
Paixão reconstituída
Reboot

Calor do Frio

Não importa aonde e quando.
Quem comanda o instinto,
É o Sentido.


Sentido de direção;
Sentido, a sensação;
Sentido, a dissonância do que senti.

Tremer com um som assustador,
Gelar ao sentir o medo profundo,
Congelar em frente a pessoa desejada.
Sentir o frio enrijecer o espírito e separar a alma.

Aquecer o ambiente,
Colocar fogo na relação,
Incendiar de raiva em uma situação.
Sentir o calor derreter o que há de bom.

Frio e Calor
Quente e Gelado
Bem e Mal
Mau e Bom

Os opostos completam-se,
Divergindo por vezes,
Convergindo por outras.

Sentir o Calor do Frio é amar ser humano.
Saber que o bem pode ser feito pelo mal.
E o mal pelo bem.