O Bom contra o Bem – Um monólogo sobre Nós.

Um pouco de sol tocou o rosto dele pela manhã. Este não era mais um dia do ano, era o dia em que ele escolheu ver Opostospor que ele era bom.

Ser bom era muito difícil, mas uma vez por ano ele retirava a carapaça negra, e deixava a luz tomar sua alma para tentar compreender os motivos que valiam as argúrias de ser bom.

Dias atribulados, muita ansiedade, depressão por não encontrar a solução de seus problemas, e principalmente o peso de carregar seus desejos antes dos seus deveres. Pensar no que ele quer ao invés do que ele precisa.

Neste dia, ele vestiu uma roupa quente demais para o momento, mas teve certeza que com aquela indumentária todos o respeitariam. Ele queria ser somente bom, mas ter também as regalias e o respeito de quem estava à sua volta.

Chegando no ponto de encontro, todos o incomodavam, ninguém era perfeito como ele inclusive quem tentava ser bom, mas para ser um cidadão respeitável, ele aceitou os seres falhos.

Na saída, quando ver quem tentava ser bom estava quase estragando o seu dia, ele percebeu que todos a sua volta não eram bons, mas eram de bem.

Fazer o bem os agradava e o sentimento de compleição era tamanho que mesmo sendo maus ao longo do ano uns aos outros, o bem fazia parte de seus corações ainda amolecidos de bondade.

O bem estava lá e aquilo incomodava.

"Por que preciso ver isso?" - Perguntava-se. "Qual a necessidade de ter o bem se sou o bom?"

Ninguém o compreendia. Nem ele mesmo.

A sua dificuldade era pensar em si mesmo como uma pequena parte de um enorme mecanismo, a humanidade. Alguns parafusos falham, mas voltam a sustentar as engrenagens vitais das quais fazem parte.

Ele era uma engrenagem. Importante para todos, mas não enxergava o todo. Ele pensava que todos existiam para servi-lo, e ele girava. Os outros o suportavam, e ele girava. Os parafusos falhavam, e ele girava.

Como engrenagem ele era bom, ele funcionava.

O problema para ele era entender que tudo não dependia dele, mas sim das peças de bem que eram o sustentáculo de cada um dos seus giros.

No fim do seu dia de ser bom, ele teve certeza que precisaria ser bom todos os dias, por que ninguém servia para isso. Ele era demais, os outros somente peças falhas.

Terminando o dia, mais uma vez, ele não percebeu que fazer o bem é servir de algo maior que você mesmo, mas que você é essencial para que a engenhosidade do mecanismo funcione.

Ser Bom é ser melhor que os outros, fazer o bem é não se importar consigo e doar-se para os bons.

Atualmente todos buscam ser os bons para o status de ser referência.

Prefiro os de bem que Fazem Acontecer a referência.

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Aula de Inglês ou Crítica Midiática? Um pouco de política e como os Meios de Comunicação Sugestionam nossas Escolhas

Peguei este vídeo de uma aula gratuita disponibilizada pelo site Englishtown, e flaguei-me pensando sobre atualidades.

Sou um profissional da Educação e da Comunicação e sempre defendi a incorporação de matérias como Marketing, Economia Doméstica e História da Arte para alunos do Ensino Médio aprenderem a pensar mais criticamente sobre o mundo que os rodeia.

Quanto tempo será necessário e quando será tomada uma atitude que caminhe em direção ao povo e não o faça seguir, distante, líderes incautos e descompromissados com a evolução da sociedade e da humanidade de uma nação?

O problema, não é no Brasil, mas sim no mundo.

Líderes de seus desejos e não das nações. Ensinar a pensar é fazer surgir pessoas diferentes; e ser diferente é bom.

A video-aula fala sobre um debate político na Década de 60 nos Estados Unidos, o primeiro a ser televisionado em cadeia nacional, onde o candidato supostamente mais preparado era “feio” e não era o que as pessoas desejam (visualmente) para si mesmas no futuro. O outro candidato, “LINDO”, moreno olhos meigos e voz macia não era tão preparado. Resultado do embate: Quem viu pela TV, achou que o BELO havia vencido, quem ouviu pelo rádio achou que a FERA era o ganhador da peleja.

Tome suas próprias decisões, mas pessoalmente, prefiro pensar e questionar ao invés de aceitar vocábulos de um símbolo fálico destinado à falência física, moral e intelectual.

Palavra do dia #171 - ORGULHO

Orgulho não é uma palavra muito bem vista na língua portuguesa.

Ele é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal; seu sentido é verdadeiramente ambiguo, sendo que pode ser tanto uma atitute positiva quanto negativa.

Para o “bem” o orgulho é um forma de incentivo pessoal para nossos atos, uma crença e uma vontade de mostrar a todos o que fizemos e consideramos bem feito, um sentimento intenso de explosão em que expande-se o desejo de dignidade, brio e vitória; uma forma de elogiar a si próprio, energizando a evolução individual em direção a um projeto de vida. Socialmente uma pessoa que tenha orgulho dos outros ou pelos outros é geralmente vista como altruísta

Levando o “mal” como referência, o orgulho é tido como sinônimo de soberba e arrogância, uma forma exagerada de glorificar seus atos com satisfação incondicional, a superestima de nossos valores na crença de ser melhor ou mais importante do que os outros. O orgulho por si mesmo é associado também ao egoísmo. A Igreja Católica considera a Soberba/Orgulho como um dos Sete pecados capitais, pois é um sentimento caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. O orgulho pode aparecer em grupo como forma de doença social no nacionalismo xenófobo, por exemplo. Todos os tipos de racismo, corporativismo, elitismo, doutrina de povos escolhidos ou eleitos e outras idéias semelhantes são faces do orgulho.

Sigo instintivamente o pensador A. Lisounenko, que caracteriza o orgulho próprio como o fator determinante na trilha para o sucesso familiar e profissional, onde admirar e demonstrar publicamente este sentimento não é errado, uma confirmação natural dos nossos sentimentos, das nossas conquistas e alegrias, ou seja, um sentimento positivo e bom.

Esta semana fui dominado por um sentimento profundo de Orgulho ao encontrar alguns alunos antigos.

E me senti bem com isso.

A vitória deles na carreira e na vida mostrou-me que minhas escolhas pedagógicas apresentam-se corretas. Nas aulas tento dar passos em direção a influência positiva no dia-a-dia das pessoas para quem leciono. Passo dados, informo e ensino a pensar; não quero que eles sejam como eu, mas que encontrem seus espaços e escolhas. Meu Orgulho é saber que eles escolheram ser diferentes e fazer a diferença.

Sou feliz por fazer acontecer estes jovens que mudam todos os dias a minha vida.

Mais um Filme no Natal. Uma História para a Vida.

Quem acompanha meus posts sabe como admiro a literatura fantástica e principalmente como valorizo a criatividade e a magia de autores com textos inteligentes que abordam tanto historias cativantes quanto a vida.

Neste Natal um lançamento no cinema promete um raciocínio profundo sobre a vida e entretenimento de boa qualidade. No Natal de 2010, pelo menos nos Estados Unidos, ainda não sei se o lançamento será mundial, sai o segundo filme baseado no livro “As Crônicas de Nárnia” - “A Viagem do Peregrino da Alvorada”.

Para quem viu o último filme e não leu todas as histórias, este filme relata uma aventura até o fim do mundo e um retorno de dois dos antigos Reis de Nárnia.

Vale a pena ver para acompanhar a fidelidade ao livro e para pensar um pouco sobre quem somos e aonde estamos.

Uma deliciosa incorporação de semiótica.

Política Internacional: Presidenciáveis e Sua Confiança Mundial

Ontem à noite, na volta para casa, escutei na CBN uma entrevista com o candidato a presidência da República José Serra que tratava do acordo mediado pelo Brasil e a Turquia com o Irã e fiquei espantado com as afirmações. Fiquei pensativo sobre a falta de tato e inteligência na política, e na inexistente coragem do jornalismo.

O comentário do candidato tucano, como não podia deixar de ser já que é candidato da oposição, foi contra o acordo e destacou que o Brasil não pode ter confiança no país do Presidente Mahmoud Ahmadinejad. Detalhe: a falta de confiança é no PAÍS, não no seu líder.

Politicamente Serra posicionou mais uma vez sua candidatura para todos aqueles que não estão contentes com a situação atual do país. O Marketing quer colocá-lo em uma posição diametralmente oposta em temas polêmicos e aproximá-lo da criação do que foi bom neste período de governo do Presidente Lula. A estratégia é sensacionalmente simples e brilhante, dividir a população entre o “time sem camisa” e “time com camisa”, como em qualquer pelada na várzea. Porém Serra acabou ficando contra todos os descendentes iranianos no Brasil (ele não confia no país, portanto em seu povo) e deixou uma questão aberta em política internacional: será que vencendo a eleição ele manterá os acordos fechados por Lula?

Jornalisticamente a questão é com o que vejo entre os Comentaristas. Ninguém até o momento questionou a afirmação do ex-governador de São Paulo. Para mim a questão é clara: se não confiamos no Irã, por que devemos confiar em Israel que atacou covardemente em águas internacionais um navio pacifista que levava alimentos para os palestinos na Faixa de Gaza? Entre os Comentaristas internacionais como não surge dúvidas armamentistas contra Russos, Americanos, Indianos e Israelenses? O único país do mundo que temos desconfiança é o Irã?

Será que o problema seria a Copa do Mundo; o foco das preocupações mundiais mudaria por isso?

Muitas dúvidas, poucas respostas e pouca atitude. Isto são os fatos.

enfim… boa copa.

Nascer de Novo

Contagem regressiva
Minha vida vai recomeçar
O novo vem chegando
A surpresa vai nascer

Iniciar o novo
Surpreender-se na vida, de vida, com a vida

Tudo novo, de novo.
Agora vai.

Energia renovada
Paixão reconstituída
Reboot

Calor do Frio

Não importa aonde e quando.
Quem comanda o instinto,
É o Sentido.


Sentido de direção;
Sentido, a sensação;
Sentido, a dissonância do que senti.

Tremer com um som assustador,
Gelar ao sentir o medo profundo,
Congelar em frente a pessoa desejada.
Sentir o frio enrijecer o espírito e separar a alma.

Aquecer o ambiente,
Colocar fogo na relação,
Incendiar de raiva em uma situação.
Sentir o calor derreter o que há de bom.

Frio e Calor
Quente e Gelado
Bem e Mal
Mau e Bom

Os opostos completam-se,
Divergindo por vezes,
Convergindo por outras.

Sentir o Calor do Frio é amar ser humano.
Saber que o bem pode ser feito pelo mal.
E o mal pelo bem.

No final da aula, Surpresa!

  Corpo e Balao_002
Ilustração do Aluno Ademir Ferri (incentivo da Nicole Mor Marins)

Obrigado pelo Carinho na nossa última aula do Módulo de Logística! Até a Próxima Pessoal!

Novo Cabeçalho do Blog. Finalmente.

Faz muito tempo que tenho o blog e arranjo tempo para escrever, mas nunca para trabalhar o design dele como se deve. Hoje, com uma folguinha que tive e diversos pensamentos divagando resolvi dar um "tapa" nele.

Após uma sessão de fotos com alguns chapéus da coleção e um pouquinho de inspiração mágica, ele surgiu.

Espero que gostem!

Para Marcar Os Sentimentos de Hoje

Hoje o dia foi brilhante. Não é o Sol, mas sim como as possibilidades e probabilidades da vida se apresentaram. O que estava difícil e aparentava não ter saída, surgiu como solução para os problemas.

Pessoas fizeram, e fazem, a diferença. Mais uma vez.

ALWAYS ON MY MIND

Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time

You were always on my mind
You were always on my mind

Maybe I didn't hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
If I made you feel second best
Girl, I'm sorry I was blind

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied

Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You are always on my mind
You are always on my mind

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SEMPRE EM MEU PENSAMENTO

Talvez eu não tenha te tratado
Tão bem quanto deveria
Talvez eu não tenha te amado
Com tanta frequência quanto poderia
Pequenas coisas que eu deveria ter dito e feito
Eu simplesmente nunca me dei ao trabalho

Você sempre estava em meus pensamentos
Você sempre estava em meus pensamentos

Talvez eu não te abracei
Todos aqueles solitários, solitários momentos
E eu acho que nunca te disse
Que sou muito feliz por você ser minha
Se eu fiz você se sentir a segunda melhor
Garota, eu sinto muito, eu estava cego

Você sempre estava em meus pensamentos
Você sempre estava em meus pensamentos

Diga-me, Diga-me que seu doce amor não morreu
Me dê,Me dê mais uma chance
De te manter satisfeita, satisfeita
Pequenas coisas Que eu deveria ter dito e feito
Eu simplesmente nunca me dei o trabalho

Você sempre estava em meus pensamentos
Você sempre estava em meus pensamentos

Sobre Adultos e Crianças – As Diferenças entre Mudança e Desenvolvimento

Já sei previamente que serei crucificado por alguns, desrespeitado por outros e ignorado por muitos; tudo isso além de não ser lido pela maioria diante de um título que parece ser mais voltado para estudantes e estudiosos das áreas pedagógicas e psicológicas. Porém este texto é importante para mim e para aqueles atreverem-se a lê-lo.
C.S.Lewis, escritor do livro “As Crônicas de Nárnia” preparou um ensaio que tive contato quando adquiri seu famoso livro em versão completa e ampliada; um texto extremamente interessante chamado “Três Maneiras de Se Escrever para Crianças”.
Basicamente o texto não dá nenhuma formúla, tanto que C.S.Lewis diz isso complementando que o grande seguedo em escrever para crianças é respeitar sua individualidade, seu conhecimento e sua humanidade, não considerando-as tolas que nada sabem. Seus medos e desprazeres são tão sérios quanto os dos adultos, porém seu foco e origem diferentes. Uma criança, como ele próprio confidencia, pode ter medo de escuro; o adulto tem medo da realidade escondida no escuro.
Este é só um aperitivo para convidar todos que ainda não se aventuraram no fabuloso mundo de Nárnia e deste escritor fantástico sentirem um pequeno comichão para movimentar-se a mais próxima Biblioteca ou Livraria, porém quero me aprofundar um pouco mais em outro ponto do ensaio: a falta de respeito pela literatura fantástica e o mundo infantil.

Alguns Trechos Retirados do Ensaio “Três Maneiras De Se Escrever Para Crianças” de Clive Staple Lewis:
“Quando eu me tornei homem, deixei de lado as coisas infantis, incluindo o medo da infantilidade e o desejo de ser bem adulto”
“Os críticos para quem a palavra adulto é um termo de aplauso, e não um simples adjetivo descritivo, não são nem podem ser adultos. Preocupar-se em ser adulto ou não, admirar o adulto por ser adulto, corar de vergonha diante da insinuação de que se é infantil: esses são sinais característicos da infância e da adolescência. (…) Quando se mantém na meia-idade ou mesmo na juventude, essa preocupação é um sinal inequívoco de retardamento mental.”
“Hoje gosto de vinho branco alemão, coisa de que tenho certeza não gostaria quando criança; mas não deixei de gostar de limonada. Chamo esse processo de crescimento ou desenvolvimento, porque ele me enriqueceu: se antes eu tinha um único prazer agora tenho dois. Porém, se eu tivesse de perder o gosto por limonada para adquirir o gosto pelo vinho, isso não seria crescimento, mas simples mudança.”
“A verdadeira vítima do devaneio em que todos os desejos se realizam não se inspira na Odisseia, em A tempestade ou em A serpente Uroboros. Prefere histórias que falam de milionários, beldades irresistíveis, hotéis de luxo, praias tropicais e cenas picantes – coisas que poderiam realmente acontecer, que deveriam acontecer, que teriam acontecido se o leitor tivesse tido a justa oportunidade. Isso porque, como digo, existem dois tipos de anseio. Um deles é uma askesis, um exercício espiritual, o outro é uma doença.

A palavra ou a classificação “adulta” é tida como o supra sumo da leitura, e a literatura infantil, em especial a fantástica, menosprezada como literatura inferior não só no Brasil, um país de poucos leitores, como ao redor do mundo. As afirmações de Lewis são duras principalmente trantando-se ao “retardamento mental”, mas muito nobres e incentivadoras do “Por que não ser fantástico?”.
A Fantasia é só uma forma de entender a vida, uma alegoria para o dia a dia tanto de crianças quanto de adultos. Verdadeiramente só entendi muitos dos contos infantis depois de maduro, histórias deliciosas para passar o tempo e elocubrar sobre o nascimento de lugares, personagens e descrições tão ricas. Como infante, eu lia; hoje eu absorvo.
Talvez por falta de preparo de educadores, um mundo que valoriza o racional e não da espaço para magia, adultos que consideram crianças apenas a perpetuação de sua Casa Familiar, levem a esta situação bastante suja e desesperadora. A falta de fantasia faz brotar crianças e jovens impertinentes que não se permitem sonhar e acham rídicula a pessoa que sonha. Acredito que o saudável é nunca estar satisfeito com sua condição atual e tentar melhorar, mas não banalizar o que há de belo em cada uma das fases da vida.
Penso que como adulto sou uma evolução da criança, uma nova fase de desenvolvimento, e não me “mudei” para adulto, deixando a criança de lado. Até mesmo em metamorfoses profundas como a transformação de lagarta em borboleta, o que acontece não são mudanças, mas sim o desenvolvimento de um ser; não é necessário deixar para trás o conhecimento, apenas utilizar a sabedoria para ir além. O físico pode mudar. Conhecimento é para sempre, a Informação envelhece.

Lewis fala um pouco sobre os medos e de como eles nascem. Hoje acompanhamos escolas e pedagogos falando sobre deixar as histórias infantis mais corretas politicamente, um exemplo que vi foi o de um centro de educação infanto-juvenil que retirou (censurou) partes de “Chapeuzinho Vermelho” devido ao grau de violência da história. É muito pior ter medo, depressão e angústia por algo que é possivel acontecer (se você for perfeito em sua vida) e não alcançou, do que efetivamente de um Lobo falante que assopra e é guloso. A realidade escancarada assusta e causa estresse pré-traumático; uma metáfora para bandidos pedófilos somente alerta sem desesperar.
O melhor exemplo que posso dar é o livro “O Pequeno Príncipe”, que continua sendo um dos mais vendidos do mundo: depois de adultos, o pai e a mãe, passam a entender as histórias e querem dividir esta alegria com os filhos. Os adultos não querem ser o Pequeno Príncipe ou viver em seu planetóide, mas a complexidade da metáfora do autor Antoine de Saint-Exupéry é absorvida, compreendida e digerida pelos novos “Seres Evoluídos”.
Uma das características infantis que mais me assusta é o poder de serem vis e maus com graça angelical. Todos temos episódios em nossa lembrança infantil de amigos que fizeram maldades com animais ou até mesmo com colegas. Pode não ter sido você, mas tenho certeza da presença ocular em algum momento que foi escolhido propriamente para ser esquecido ou nunca ser lembrado. Isso não é pureza e muito menos inocência, é só a prova de que como os adultos, as crianças tem emoções boas e más, ações belas e assustadoras. Respeite a inteligência de uma criança.
Se ser adulto e envelhecer fosse tão bom, por que não consideramos “senil” como um adjetivo positivo? Perder os cabelos e ficar sem os dentes seria o máximo! – Bom mesmo é sonhar e utilizar a sabedoria em metáforas para permitir-se viver, e não apenas deixar a vida passar.
Finalmente, meu objetivo não é concluir, mas sim discutir. Incorreto seria afirmar que desejo um mundo infestado de “Peter Pans” barrigudos e inconvenientes, mas desejo sim pessoas com vontade e capacidade de discernir entre o certo e o errado. O garoto que nunca cresce é uma aberração com “retardo mental”, utilizando as palavras de C.S.Lewis, pois exatamente não quer evoluir, deseja manter tudo como está e mudar radicalmente sem sabedoria. O pobre e incompreendido Capitão Gancho é o mais são na história, aceitando o fantástico e convivendo com ele dentro da sua realidade.
Tomei uma decisão: Quando crescer, eu quero ser Criança.

Prólogo: Diário de Santee – O Livro da Evolução

santee_capaLivro1 Como comentei e prometi ontem pelo Twitter, estou colocando aqui no Blog um pequeno Prólogo para o “Diário de Santee – O Livro da Evolução”. Eu ficaria muito feliz em receber dúvidas, críticas e ameaças sobre o texto. A opinião neste primeiro momento será muito importante! “O Livro da Evolução” será um RPG que além de histórias prontas para jogar, vai dar liberdade para os jogadores desenvolverem suas próprias aventuras.

Será um RPG para quem nunca jogou e para quem gosta de jogar.

Toda a história se passa entre os Livros Um(“Universos Paralelos”)  e Dois(“Lapso do Tempo” – ainda inédito) da Trilogia do “Diário de Santee”.

Para quem nunca jogou RPG (sigla para Role Playing Games ou em português Jogos de Interpretação) entender, neste tipo de game é dada uma história base e os jogadores juntamente com o mestre (jogador que funciona como um contador de histórias e irá gerenciar a aventura) colaborativamente  solucionam uma maneira de chegar ao final desta “batalha”. Não há certo ou errado, finais previamente acertados ou um mesmo desenrolar.

Como em um jogo de improviso, cada atitude levará para caminhos diferentes de uma mesma história.

Falarei mais de RPG em outros posts, mas agora deixo vocês com o texto de abertura.

 

Em um dia nublado em que as nuvens estavam baixas e pareciam pesadas bolas de algodão acinzentado, próximas o suficiente que poderiam ser tocadas com um pouco de criatividade, Edward Santee chegou em Rocha Azul, um pequeno vilarejo que o recebeu estranhamente bem.

Este Professor Universitário sentiu-se deslocado  no ambiente misterioso e receptivo da cidadela conhecida pelos sítios arqueológicos. Mesmo sem ser recebido pelos habitantes locais, era fácil sentir uma energia que emanava suavemente do ar pesado e doce em que ele estava envolto. Fora as sensações que tomavam lentamente seu corpo, o primeiro objeto que chamou sua atenção foram os dizeres misteriosos e desconhecidos na entrada de Rocha Azul; caracteres que pareciam ser antigos avisos de uma língua exterminada a muitos anos.

Como Reitor da Universidade de Campbell seria muito fácil conversar com seus colegas expecialistas em História, Antropologia e até mesmo Arqueologia, mas sua função estava perdida a um tempo que pareciam milhares de anos. Hoje, o antigo Reitor e seu Mestrado de Física nada valiam. Tudo tinha ficado em sua outra vida. Edward Santee estava em um Universo Paralelo em que sua família, amigos e todos os resquícios da sua antiga vida não existiam. Santee era um desconhecido sem ficha ou vínculo em nenhum Orgão do Governo, com falhas de memória e Lapsos Temporais das suas aventuras como um ninguém de si mesmo.

Mesmo caçado por inescrupulosos agentes governamentais e mafiosos interessados na sua "Não Evidência" documental, sua mente fervilhava diante das experiências corpóreas e etéreas que aconteciam com Burak, um pajé que virou seu líder espiritual na aventura de voltar a sua "vida verdadeira" ao lado da esposa e seus três filhos. Aqueles signos na entrada do vilarejo, antes completamente irreconhecíveis, começavam a ser inteligíveis e agora, pensando na família, começavam a ter forma.

As palavras shagma, escolhido, busca e Genesis surgiram cambaleantes entre os caracteres. O vento começou a tocar as partes do seu corpo que não estavam protegidas como seu rosto, dorso e palma das mãos. Seus dedos foram lentamente revigorados com um frescor que parecia ser celestial. De repente não era mais uma parte, mas sim o seu corpo todo que sentia-se despido recebendo o vapor de água fresca penetrando cada uma de suas células; gotículas aspergidas por algo, ou alguém, invadindo todas as moléculas da matéria até alcançar a alma do Professor.

Santee já não dominava as sensações. O processo que iniciou lentamente agora era uma volúpia impossível de ser descrita, uma mistura de euforia e iluminação intelectual. Edward sentiu-se um corpo celeste iluminado, uma estrela supernova com o poder da criação, destruição e a responsabilidade do zelar pelos seres que são banhados por seus poderosos raios. Ele foi por instantes um elemento natural.

Nesta vivência como a própria Matéria, uma porta foi aberta na sua consciência e parte do que era necessário para cumprir sua missão foi descoberto: Santee podia saltar entre Universos Paralelos, mas ainda não podia escolher seus destinos.

Como Elemento ele não entendeu a Física e suas difíceis Teorias como Professor que dedicou-se toda a vida. Ele ERA a Física.

Campanha do Instituto Ayrton Senna – Tweet e Ajude

Desde o dia 30 de Abril de 2010, o Instituto Ayrton Senna está veiculando um vídeo no YouTube da Campanha Comemorativa para os 50 anos do piloto brasileiro.

Criada pela agência JWT, além do site www.senna50.com.br, existe uma ação promocional pelo Twitter, onde cada Tweet com a hashtag #SennaVive vale uma doação de R$ 2,00 para o Instituto.

O que vale mesmo no Tweet, não é só a doação, mas sim escrever nele o que você aprendeu com o Campeão Brasileiro.

Pensei na Carreira do Ayrton e percebi que ele foi uma das pessoas que inspirou-me em dois sentidos: (1)fazer acontecer e (2)fazer a diferença.

Fazer acontecer é movimentar-se sempre positivamente em direção aos seus objetivos, mesmo que eles estejam distantes ou até mesmo inalcansáveis. Nada vem pronto, você como sonhador precisa fazer os seus devaneios acontecerem. Vencer uma corrida, conseguir realizar um evento ou ministrar aulas; siga em direção dos seus desejos.

Fazer a diferença é não passar a vida, ou apenas viver, mas sim deixar um legado; marcar a humanidade, sociedade ou somente uma única pessoa positivamente na vida. Isso é o que todos deviamos buscar. Toda a sua criação não pode virar pó com o fim da sua vida e fazer a diferença é deixar uma semente deste conhecimento e informação que surgiram de você nas pessoas à sua volta. Correr, vencer e ficar muito rico só valem à pena com a divisão da sua alegria com o mundo.

Ayrton continua nos ajudando Fazendo a Diferença. Utilize #sennavive no Twitter e Faça Acontecer doando R$ 2,00 por tweet para o Instituto.

Da Paixão de Escrever ao Sonho de Publicar

Todos que me conhecem sabem da paixão que tenho por escrever. Não que eu seja um grande gênio da literatura, mas codificar pensamentos em forma de texto, letras combinadas que levam a magia da interação e do pensar é uma fascinação que extrapola meu corpo, domina minha alma e liberta minha mente para carregar as emoções que estejam presas nas celas escuras e sombrias dos meus sentimentos.

Hoje fui encontrar meus amigos Roque Fernando e Tadeu Garbes para falarmos um pouco mais sobre os planos de Edward Santee para este ano. A conversa começou transformando meus sentimentos em pura energia positiva; em sete meses, no mês de Novembro, serão publicados dois livros de Edward Santee, o segundo volume da trilogia chamado “Lapso no Tempo” que terá uma história vibrante que abordará desde arqueologia até novas civilizações humanóides, temperadas com um vilão “from hell”, bem “sangue nus zóio”.

O Segundo livro, e este sim a alegria que faltava nos momentos complicados que estou passando é o RPG de minha autoria, baseado na História de Roque Fernando e ilustrações de Tadeu Garbes. O RPG de Edward Santee será real em 7 meses!

Conversei já sobre a capa, ritmo da história e sistema do jogo com meus amigos e “O Diário de Santee – O Livro da Evolução” vai nascer para jogadores experientes que querem relembrar bons jogos de RPG do passado e com uma meta bastante ousada, pretendo incentivar o crescimento de novos jogadores. Um livro que será lido por jogadores e mestres, terá apêndices na WEB e completará a história de Edward Santee com a interação de usuários.

Depois de notícias tristes, somente transformar um sonho em realidade permite a vontade de continuar. Aslam tinha razão: entre astúcia e Fé, fique com a crença de vencer através das virtudes.

Santee está vivo, e agora estará dentro de todos os lares que o RPG puder alcançar.

Lembrando de um Bom Texto: Campanha de 100 anos da ABI

Associação Brasileira de Imprensa

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Trilha sonora - Nossa vida é um palco.

Acho que todos acordamos com músicas algum dia na vida. No meu caso isso ocorre constantemente.

Algumas canções eu gosto, outras são apaixonantes; por vezes angustiantemente tenebrosas, como também ocorrem músicas que eu simplesmente detesto. A trilha sonora da minha vida é assim, vibrante nos meus pensamentos e entrelaçada com meus anseios.

Hoje resolvi postar a Trilha que está me acompanhando a 4 dias. Tentei ouvir de tudo, de Amy Winehouse a Dragonforce, mas esta música antiga, clássica e estonteante continua vibrando na voz do bom e velho "Blue Eyes".


Fly me To The Moon


Fly me to the moon
Let me sing among those stars
Let me see what spring is like
On jupiter and mars
In other words, hold my hand
In other words, baby kiss me
Fill my heart with song
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
In other words, please be true
In other words, I love you

Palavra do Dia #36 - FÉ

Basicamente Fé é acreditar.

Não somente em religiões ou Deuses, mas acreditar no improvável e que o infinito possui algo esperando por você. A Fé é muito mais do que a crença em algumas palavras, é sim saber que algo irá acontecer, mesmo que tudo esteja contra você.

O grande problema da Fé a cegueira que ela causa; mas será que isso é um problema?

Estou longe de ser um homem da Ciência, acredito demais no homem, mas não posso me considerar crente somente nas provas científicas. Acredito sim que o que não sabemos um dia a Ciência descobrirá, mas mesmo assim a magia' me contagia.

Saber que tudo estava perdido, e uma porta se abriu.

As chamas dominaram o prédio, mas houve uma pequena brecha para fugir.

Tudo o que diziam e provavam estar certo, não era a resposta que eu buscava.

Isto também é fé, acreditar em si mesmo.
Porém, cuidado, fé fere mais do que armas.

Palavra do dia #35 - BUROCRACIA

É difícil falar sobre esta palavra. Apenas o som dela evoca morosidade em um sistema. Burocracia é uma palavra nascida do latim burrus (termo que faz referência a cores escuras e tristes) e que passou pelo francês bure (um tecido usado sobre as mesinhas das repartições públicas) para virar bureaucratie (francês - bureau = escritório e grego - krátos = poder). Este conceito da Administração é regido por um sistema hierárquico, com muitas divisões de responsabilidade, e com membros executando procedimentos padrões e seguindo regras.

A palavra carrega um sentido extremamente pejorativo com ela, sendo associada a Organizações que criam entraves para proteger-se e organizar-se, mas que que geram desconforto para todo o quadro de colaboradores e clientes. Uma empresa ou pessoa burocráticas seguem sistemas virtualmente inquebráveis e passionalmente odiosos.

Tediosos momentos de espera em vão.
Formulários sem fim e perdidos, depois de preenchidos, em um alçapão.
Sentimento de impotência e humilhação.
Como pode um acordo feito três meses atrás simplesmente não ser executado por faltar apenas uma autorização?

Quem explica isso é a burocratização.

Palavra do Dia#16 - LITOST

Fiquei encantando com o significado desta palavra enquanto estava buscando textos de filosofia e metafísica. Retirei a explicação sobre ela diretamente do site http://ressentimento.wordpress.com/

“Litost é uma palavra tcheca intraduzível em outras línguas. A litost é um estado atormentador nascido do espetáculo de nossa própria miséria repentinamente descoberta. Aquele que possui uma experiência profunda da imperfeição própria do homem está relativamente a salvo dos choques da litost. O espetáculo de sua própria miséria é para ele uma coisa banal e sem interesse. A litost é, portanto, própria da idade da inexperiência. É um dos ornamentos da juventude. A litost funciona como um motor de dois tempos. Ao torento se segue o desejo de vingança. Como a vingança nunca pode revelar seu verdadeiro motivo, tem de invocar razões falsas. A litost, portanto, nunca pode dispensar uma patética hipocrisia.”

Somos todos naturalmente patéticos e hipócritas principalmente conosco, muitas vezes defendendo pensamentos que não crê-mos, mas por medo de confrontamento ou mesmo assolado pelo sentimento anárquico de “ser contra” sem importar o assunto, defendemos uma bandeira que intimamente não hastea-mos.

Acho extremamente difícil assumir, e este é um pensamento de cada ser que não necessita compartilhamento, mas ser consciente do fato auxilia na compreensão do seu próprio eu.

Palavra do dia #15 - SONHO

Ela é um sonho

NÃO…

Muito mais que um sonho, minha doce alucinação;
de um mundo lindo que só faz bem,
tem ar puro e um odor delicioso de vida,
sabor inegastável de sorrir.

 

Sem ela não há razão,
não existe paixão,
criatividade é vazia e em vão.
Respirar é dificíl e só é possível com sofrequidão.

viver sem você não tem motivo não

Palavra do dia #14 - HEBE

Muitos pensam em Hebe como uma matriarca da televisão brasileira, que inclusive cantou na estréia deste veículo de comunicação. Outros a imaginam como uma senhora perua, que usa muitas jóias e tem um programa na TV que apenas mulheres com idade mais avançada assistem. Ainda ouvi a história de que Hebe é ainda a amante de Silvio Santos…

Na verdade Hebe é uma palavra que vai muito além do ícone da TV. Hebe, segundo a mitologia grega é a filha de Zeus e Hera, ela é a Deusa da Juventude, uma eterna donzela que durante muito tempo serviu os Deuses do Olimpo por ser apenas uma jovem. Na mitologia, ela somente decide largar os afazeres domésticos como servir alimentos, atrelar bigas e preparar banhos depois de ser ridicularizada pelos Deuses que servia.

Hebe dançava muito ao som da lira de Apolo junto com as Musas e as Horas.

Mesmo não sendo conhecida por este fato no Oriente, Hebe casou-se com Héracles (Hércules) quando, após sua morte, foi viver no Olimpo. Conhecemos o marido, mas não a esposa…

Hebe parece ser uma Deusa fútil ligada somente a juventude, a beleza e ao lar, porém é muito mais do que isso. Um ícone da luta pelo seu espaço e de que deve-se fazer o que se deseja, mesmo que ridicularizada. Nosso ícone da TV absorveu muito da essência desta personagem, já que sua vida pessoal é pouco conhecida e seu trabalho é o que mais importa para quem a segue, além do estigma de ser “perua”. Ela assumiu o papel da Deusa e mostra a cada dia como vencer suas batalhas. Fé e força!

Palavra do dia #13 - ACASO

O Acaso é o acontecimento imprevisto, que não estava programado e que aconteceu dentro da Lei das Probabilidades. Uma causa fictícia do imprevisto que pode ocorrer.

Eu penso no acaso como a grande balança da vida, quando os que estão vencendo tem azar, e os que estão perdendo recebem a sorte. O acaso na verdade não existe, ele está na nossa porta e tentamos dribla-lo ou atropelá-lo.

Um Terremoto, a perda de um ente querido, ganhar um prêmio milionário ou um ótimo emprego. Nada é por acaso.

As probabilidades estão aí para serem calculádas, e nós temos o dever de entrentá-las com bom senso e coragem para manipular as chances a nosso favor; é difícil conseguir um bom emprego e uma oportunidade, mas sem trabalho, estudo e dedicação, fica mais complicado ainda fazer a probabilidade jogar a seu favor.

É extremamente improvável encontrar alguém para um relacionamento se você não frequenta lugares físicos ou digitais. O acaso não joga para você.

Somente uma personagem, incompreendida, e muito poderosa dominava o acaso, a mutante Wanda Maximoff. Como não estamos na sua realidade paralela e seus poderes estão um pouco distantes, a manipulação do acaso e da realidade só ocorre com trabalho duro e altas doses de boa vontade.

Comande as suas Probabilidades!

Palavra do dia #12 - IRREFUTÁVEL

Uma palavra fácil de compreender, mas difícil de se ver. Irrefutável é algo que não pode ser refutado, impossível de ser negado. Algo incontestável e evidente.

Ainda não encontrei muitas pessoas ou questões irrefutáveis na vida. Tudo possui dois lados, e havendo dois lados a refutação é óbvia. Acredito que as sitúações podem ser irrefutáveis.

Uma ação é irrefutável, podemos questionar os por quês dela, mas em si, ela é evidente. É evidente uma viagem, mas suas razões refutáveis. Uma briga é incontestável, seus motivos, completamente defensáveis.

Se os motivos dos seres humanos são mais importantes do que suas ações, a palavra irrefutável não tem sentido; e é por isso que medimos uma pessoa pelos seus atos e não suas razões. Não quero menosprezar as intenções, mas quem tem razões que a levam a atos ruins, precisam ter ações positivas para sanar seu mal.

Tudo fica contestável, dos  seus atos e intenções. Refute o Irrefutável, assim estragamos a nação.

Palavra do dia #11 - LIBERDADE

Liberdade é um sentimento,
Um movimento e uma razão.
Questão de luta, desentendimento;
Um desenpedimento entre partes.

Uma responsabilidade além do esperado,
Muito poder a poucos agraciados.
Liberdade nunca vem sozinha,
Caminha ao lado da dor e da verdade.

Quem é livre não faz o que quer,
faz o que pode e seu dever.
A Liberdade é um fardo pesado de carregar,
A Alma deseja, o coração clama, a mente anseia
e o corpo, por vezes, rejeita;
o bom senso (?) regurgita o sabor.

Liberdade é um prato que se come quente.
Queima a língua e dói o dente.
Seu sabor é umami.
Ame-o ou Deixe-o.

Ser Livre é Prender-se ao acaso,
Alcançar o Inalcançável.
Discutir com a sua sombra,
Para provar o improvável.

Disciplina é Liberdade.
Compaixão é Fortaleza.
Ter Bondade é ter Coragem.
Assim cantou a Legião de Brasilienses ao redor do Brasil.
Sentimentos contraditórios, como a própria Liberdade.

Aproveitar o sabor da Responsabilidade,
Sobreviver aos Comentários,
Amar a Dificuldade,
Viver com Fé.

Palavra do dia #10 - EPIFANIA

Epifania é  uma sensação de realização, compreensão ou entendimento da essência de algo, como "descoberta" de uma fórmula matemática, de um pensamento complexo ou da criação de um tratado ou teoria. É a peça que faltava para o término do trabalho da sua vida.É como um pensamento inspirador que surge de repente em nossas mentes e soluciona o mar de perguntas que afogavam questões insolúcionáveis.

Dentro da religião a palavra Epifania indica uma inspiração ou um momento sobrenatural de iluminação, como um toque divino que milagrosamente surgiu em nossa mente e pode agora solucionar a situação ou problema que antes bloqueava nosso raciocínio.

Uma Epifania muito famosa que funciona como exemplo é o "Eureka!" exclamado por Arquimedes quando estava deitado em sua banheira e permitiu todo o tratado sobre as leis do Empuxo.

Ter uma Epifania é um dos grandes prazeres da vida humana. Muito além dos pensamentos religiosos, a epifania faz com que o homem sinta-se poderoso e senhor de si mesmo. A iluminação dá o caminho a seguir, agora basta agir.

Palavra do dia #9 - TECNOLOGIA

Muitas vezes as pessoas associam a palavra tecnologia a algo moderno, o que definitivamente não é verdade. Tecnologia é uma palavra de origem grega - technología = tratados sobre uma arte -  que na língua portuguesa (brasileira) refere-se ao conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos de um ramo determinado de atividade; todos os conhecimentos de uma área específica.

Fazer Arcos e Flechas é uma tecnologia desenvolvida por diversos povos que persiste até hoje. Podemos ter tecnologias Novas e tecnologias Obsoletas, mas todas são Tecnologias.

Eu fico muitas vezes assustado como algumas palavras são utilizadas de formas estranhas e ganham um novo sentido nunca antes imaginado. Todas as tecnologias são importantes e, se não forem perdidas, são utilizadas sem limite de tempo.

Palavra do dia #8 - SIMONIA

Não me lembro desta palavra das aulas de história com o Prof.Iberê, mas lembro que estudei a venda de indulgências e seu significado. Acabei caindo nesta palavra  sem querer em uma pesquisa sem fundamento na internet, mas acho que é interessante discutirmos a Simonia, de onde durgiu e como está hoje.

Simonia é uma palavra derivada do latim simonia e sua tradução seria algo como Ato de Simão, em referência bíblica de Simão, o Mago, que tentou comprar de São Pedro o dom de conferir o Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 8, 18-19). A palavra é na verdade um substantivo ligado as pessoas que fazem tráfico de influências ou objetos sagrados, envolvendo sacramentos e benefícios eclesiáticos ou, até mesmo, posições de comando na religião. Vender ilicitamente objetos sagrados também é considerado simoniaco. Em resumo, Simonia é a venda de favores divinos, bençãos, cargos eclesiásticos, prosperidade material, bens espirituais, itens sagrados em troca de dinheiro ou favores.

A palavra simonia surgiu durante a Idade Média e acabou acarretando na discusão entre alguns pensadores e membros do clero sobre a postura moral do ato. No final da Idade Média, Luthero, o monge Agostiniano alemão que iniciou a Cisão da Igreja Católica e o pensamento da Reforma Protestante principalmente levado ao que ele achava paganismo, a simonia; no seu caso em especial a venda de indulgências (remissão de pecados pagando-se uma taxa).

Eu pensei em questionar a Simonia pois o que causava raiva entre os fiéis e causou o nascimento das religiões protestantes é exatamente o que é feito pelas igrejas atuais, incluindo a católica. TODAS as igrejas vendem cargos e a salvação de espíritos ou almas através de pequenas contribuições ou favores. O Dízimo muitas vezes é tratado como condição sine qua non para adquirir seu espaço junto ao Senhor.´

Como condenar católicos ou protestantes se todos tem as mesmas condutas? A conduta é humana e não religiosa na minha avaliação, e todos os caminhos se encontram nos mesmos pontos. Simonia hoje é apenas a sobrevivência da fé sobre o capitalismo. Para crer é preciso pagar…

Palavra do Dia #7 - AVATAR

Você sabe o que é Avatar?

Se você é no mínimo um internauta inexperiente já deve ter criado algum perfil em Comunidades ou Fóruns e já foi atropelado por essa palavra. Para os webbers, como eu gosto de chamar os navegantes da Internet, é claro que o Avatar nada mais é do que uma foto ou figura que utilizamos para nos identificar na rede. Uma imagem de identificação. Pode ser ainda um personagem que você criou par aum uso específico com o um jogo ou no já fora de moda Second Life.

Alguns mais ligados a Cinema e que nunca pensaram em fazer parte de uma Comunidade na rede (sim existem Aliens entre nós) pensam automaticamente no novo filme de James Camerom.

Ainda há a possibilidade de pensarmos no desenho animado que conta a história de um garoto chamado Aang, em que ele é um Avatar, um dos escolhidos pelos Deuses para dominar os elementos Céu, Terra, Ar e Fogo. Este pobre jovem de 12 anos ficou assustado com o peso que foi depositado em seus ombros e durante um voo de fuga (ele é de uma tribo que domina os poderes do ar) é pego por uma tempestade e se prende em um Iceberg. Ele usa seus poderes para manter-se em hibernação por 100 anos e quando é resgatado, descobre ser o último sobrevivente do seu Clã e agora precisa salvar sua terra da Dominação do Clã do Fogo.

Temos mais uma possibilidade que é a religião Hindú, onde um de seus Deuses principais, Vishnu pode visitar a Terra em formas animais, humanas ou uma combinação entre elas. Estas representações chamam-se Avatares e aparecem no mundo quando algum mal nos ameaça. São listados pela religião dez avatares sendo que nove deles já apareceram entre nós. O último avatar de Vishnu foi Sidarta Gautama, o Buda. vale a pena dar uma pesquisadinha na Wikipedia no link que disponibilizei no nome Vishnu para saber mais.

A resposta, para mim, ainda não é esta.

O dicionário Aurélio coloca Avatar como uma palavra oriunda do Sânscrito Avatara que significa descida, e chegou ao portugues através do francês também avatar. A primeira definição encontrada é exatamente a religiosa explicando sobre Vixnu (em portugues Vixnu, em hindi विष्णु, transl. Vishnu, da raiz sânscrita vishva, "tudo"); porém surge mais um significado no dicionário que é transformação ou transfiguração.

Ainda não fiquei contente por que levando-se em consiferação o sentido tecnológico da palavra, o “Aurélio” deixou um pouco aberto demais, não acho que foram considerados os novos sentidos da palavra.

Avatar é muito mais, é um conjunto de todos estes conceitos e em especial uma interpretação sociológica do homem moderno e da sua relação ao meio em que vive.

Todos temos Avatares que atuam no nosso lugar tendo o próprio corpo como casca para esta consciência. São raros os casos em que somos o que queremos, ou que nossa alma verdadeira mostra-se para os outros. Enviamos diariamente para o trabalho, reuniões de fim de ano, festas em família, almoços de negócios e happy hours diferentes Avatares que medem palavras, mudam a forma de agir de acordo com a conveniência e não com a Consciência principal. Nós somos nosso próprio Deus que, através destes Avatares, desenvolve um leque de relacionamentos. Ter uma Avatar é um escape do que temos que fazer contra o que desejamos fazer.

No teatro chamamos de Máscaras, na ciência de perfil psicológico, neste humilde e simplório texto, Avatar.

Palavra do dia #6 – DISCERNIMENTO

Ser capaz de apreciar, distinguir, discriminar através de quaisquer ou todos os sentidos, isto é discernimento. Discernir é uma característica extremamente difícil de desenvolver por que depende dos pré-conceitos e do respertório da pessoa que tenta desenvolvê-lo.

Dircernir está intimamente ligado a julgar, ou seja, através de dados e informações vocÊ deve escolher qual a melhor descrição ou opção para um determinado assunto. Em uma discussão sobre algo, pontos divergentes são dados e o discernimento deve imperar.

Discernir não é escolher um meio-termo para os impasses, mas sim dar a vitória para o certo e a derrota para o errado; não significa tratar com justiça, mas sim aplicar a lei.

Como seres humanos temos um hábito bastante curioso que é a interpretação, e é exatamente ele que complica o discernimento. Envergamos as leis, compreendemos as coisas de formas diferentes para tentar aplicar justiça, e não a lei. O Certo e o Errado sempre são relativos.

Não acredito em meias verdades, já que elas são mentiras inteiras; mas aplicar o peso da lei sobre todos, também não acho ser o correto. Quem sabe nos tornarmos seres mais complexos através da ampliação das nossas capacidades seja a resposta. Ser um humano mais tolerante, é o nosso verdadeiro caminho para o discernimento.

Palavra do dia #5 - MOTIVAÇÃO

Acho que Motivação é uma palavra extremamente interessante. Ela nasce com um sentido claro que se perde com o que achamos ser seu âmago; aparenta ser uma palavra, mas é a junção de vários sentidos.

Primeiro de tudo motivação é uma força interna dos seres vivos independente de fatores externos. Quem, ou o quê, está fora não pode fazer nada somente influenciar. Quem se motiva ou desmotiva é somente você. O desejo de fazer algo ou a perda de prazer em realizar só pode ser caracterizada a pessoa detentora desta força interna. Ninguém nunca desmotivou você, apenas influenciou negativamente.

A outra questão é a união de sentidos. Motivação sempre foi no meu entender o casamento do Vontade com a Ação. O Motivo é o pai das realizações, a mãe é a Atitude. Primeiro precisamos ter vontade, um motivo, uma razão para acendermos a chama interior que queima e libera nossa energia para agir, criar uma ação um movimento para nossos anseios.

Muita gente escreve sobre motivação de equipes e de como devemos nos auto-motivar, porém a verdade é somente uma: enquanto não encontramos um motivo, não nasce uma ação, perdemos motivação.

Utilize até mesmo palavras negativas e pessoas que empurram sua vontade para baixo como trampolim para conseguir ver além e alimentar sua vontade. O desejo de vencer começa quando queremos provar para os outros e para nós mesmos nossas capacidades e habilidades.

Crie um Motivo para Vencer. Até mesmo um pé na bunda nos incentiva a agir, mover-se para frente!

 

Palavra do dia #4 - PLETORA


Eu aprendi esta palavra antes na língua inglesa. Na verdade uma expressão que significava muito de, sinônimo de a lot of, a plethora of. Depois de algum tempo descobri que temos nosso homônimo português.
Não cheguei a estudar a etimologia da palavra, por mais que eu goste desta ciência, mas tenho motivos para crer que a pletora (a vogal tônica é o “ó”) portuguesa veio antes da plethora inglesa, já que sua origem é grega e o siginificado inicial tem fundamento médico, sendo o latim a língua culta por muitos anos… o Português venceu esta pequena batalha.
Segundo o Dicionário Online de Português, pletora é:
“s.f. Medicina Superabundância de sangue.
Botânica. Excesso de seiva, que dificulta a florescência e a frutificação dos vegetais.
Fig. Exuberância, plenitude.”
Já o nosso bom e velho amigo “Aurélio” tem uma descrição mais longa que pode ser resumida em “muito de algo, chegando ao excesso”; mas uma definição do dicionário me deixou intrigado e escolhi destacá-la pela sua peculiaridade:
“Indisposição ou mal-estar de quem tem excesso de vida, de atividade”
Acho muito curioso que pletora parece ser o mal do milênio para os jovens; aquela vontade louca de fazer tudo, energia multiplicada para trabalhar, namorar, sair, navegar, estudar, tudo que seja possível… mas que causa uma sensação estranha de vazio. Um sentimento que domina a mente e faz-se perguntar o porquê de estar aqui. Uma leve depressão. Uma verdadeira indisposição do corpo e da alma.
Sempre adorei esta palavra, pletora, pois eu acredito que os excessos fazem a pessoa se destacar na multidão ser um gênio único em algo, como Da Vinci, Michelangelo, Lautrec, Jim Morrison, Janis Joplin e tantos outros que mostraram seus excessos, ficou claro como eram diferenciados de todos, mas que não aguentaram a carga sobre-humana que foi-lhes depositada.
Até mesmo a superabundância de vida pode matar. Escolha o seu caminho e tenha coragem para mantê-lo.

Palavra do dia #3 - DEDICAÇÃO

Dedicação é a palavra que vai nutrir meus pensamentos hoje, independentemente da minha relação com ela. Dedicar-se é ter devoção a algo ou alguém, um grande e extremo afeto. Todos temos dedicação a alguma coisa ou pessoa, seja por necessidade seja por escolha individual.

Esta devoção mostra o que a pessoa espera do seu caminho.

Quem se dedica ao mal, será mau.
Quem se dedica ao bem, será bom.

A dedicação ajuda a focar em um objetivo maior, não importa qual seja este, e esta necessidade de alcançá-lo facilita em muitos momentos a escolha da resposta correta ou a trilha que deverá ser seguida.

Palavra do Dia #2 - DÚVIDA

Para manter a rotina que desejo iniciar, hoje a Palavra do Dia escolhida e Duvida.

A duvida e o grande motivo de desanimo para alguns e incentivo para outros, ja que e nela que moram as respostas e as incertezas de todos nos. Duvidar e ao mesmo tempo desafiar e desmerecer, dependendo do foco em que ela e aplicado.

Uma duvida em si mesmo pode desafia-lo para uma vitoria posterior, ou desmerecer por uma vitoria anterior.

Para conviver com a duvida eu tento entende-la como a grande aliada da sabedoria: O verdadeiro sabio nao e aquele que tem todas as respostas, mas o que sabe fazer as perguntas corretas.

Duvide e sempre queira saber mais.

Palavra do Dia #1 - ESPERANÇA

Quero iniciar uma nova proposta pessoal aqui no meu Blog, o Dualiby On-Line, que é postar uma palavra tema diariamente. Esta palavra vai surgir em cada dia das experiências vividas e da necessidade de expressar em palavras o que uma mente inquieta processa.

A palavra de hoje, para iniciar o 01/01/2010, não podia ser diferente: Esperança !

Imagem Retirada do Blog Deusario - Confira o Texto no Link

Uma palavra que significa muito para diversas pessoas e causa muitas vezes angústias indescritíveis.

Ter esperança é essencialmente acreditar em algo que chegará em sua vida inesperadamente para o bem. Pensar em coisas boas durante as agruras da vida e desejar alcançar o visualmente impossível.

Um ano que nasce sempre pede esperança.

Esperamos sempre que tudo sonhado venha com este jovem ano nascido já em dificuldades. Chuvas castigando e pessoas perdendo suas famílias, uma dor excruciante que jamais abandona.

Esperança é a fé para os religiosos e o desespero para os céticos.

Para mim, Esperança é a necessidade humana para seguir em frente.