Ano Velho, Aprendizado Novo

be-happy-nowPensar em 2009 nestes últimos segundos do Ano faz bem, principalmente quando o foco desta introspecção sejam os  ensinamentos e aprendizados deste já decrepto Senhor que nos abandona para deixar seu substituto, o jovem 2010, chegar.

Aconteceu de tudo em 2009, desde acidentes naturais, passando por mecânicos e humanos até mesmo gripes assassinas erradicadoras do nosso povo, que provaram não ser tão mortais assim. Tivemos uma insanidade financeira em que todo o planejamento mostrou-se desorganizado e os acertos econômicos provaram ser muito mais do que um estudo, uma brincadeira onde o acaso e a chamada sorte ainda possuem um papel importante

Houve carinho e comoção humana, como também ocorreram barbáries contra o homem e a natureza. Este ano lembrou-se (e sentiu-se) muito mais o que a Natureza faz e pode fazer pelos pobres humanos que ela , Gaya – A Mãe Terra, acolhe em seus braços tão gentilmente. Lembrem-se mães são mulheres fatalmente apaixonadas. Vamos pagar pelos maus tratos a esta ilustre, gentil e vingativa senhora.

Meu aprendizado baseou-se nas minhas experiências que tive no ano. Surpreendi muitas pessoas sendo eu mesmo, e fui surpreendido aonde eu pensava não haver novidades. Muito aconteceu. Tornei-me mais incrédulo na humanidade e extremamente fiel ao homem, afinal pude observar que em conjunto não dividimos experiências ou pensamos, acabamos por agir apenas institivamente sem amar o próximo, uma manada insana acéfala que sem liderança perde-se em turba desordenada degradante; porém vi o que apenas uma pessoa determinada e sem medo de derrota pode fazer, percebi como um homem pode mudar o mundo e como é difícil ser alguém que ve todas as chances contrarias, mas que luta para provar para o Destino que ele não existe. Como Unidade podemos ser sábios, como grupo, somente poderosos.

Descobri que ser inteligente é diferente de ser sábio, e que estar ignorante é igual a estar vazio. Optei por tentar a sapiência para alcançar a meta de ser maciço. Nesta busca fui ensinado que quanto mais a densidade é desejada, mais flutuamos para buscar conhecimento. Definitivamente busco ser extenso ao invés de intenso.

Outro aprendizado que não me abandonará mais é a descoberta da compleição da minha alma. Eu já sei quem eu amo a muito tempo, e já passei por dificuldades infinitas ao seu lado, mas sem sua presença, perdi muito do que sou. A alegria interna apagou-se e deixou somente a chama externa queimando aos olhos dos externos. Contra todos os pensamentos de terapeutas, psicólogos e estudiosos da mente, sou um Indivíduo completo apenas ao lado de quem amo.

A abertura de ensinamentos foi tamanha que re-valorizei algumas palavras. Os adjetivos “criança” e “moleque” ganharam um sentido muito positivo, o oposto do que eu sentia quando ouvia estas qualidades sendo aplicadas em mim. Adotei como palavras em minha descrição “criança” e “moleque”. Sou uma mente idosa aprisionada em um corpo adulto com atitudes jovens e criatividade infantil. Neste novo plano de vida, sim, 2010 haverá um novo plano de vida, tentarei ser honesto, elétrico e corajoso como as crianças.

Quanto aos planos? Planejarei o agora.
Tentarei entender as coisas um pouco mais etmologicamente: O passado já foi e serve apenas para ver o que erramos, está efetivamente estragado e não pode mais ser consumido, somente analisado; o futuro será escrito e será para colher os frutos do que aconteceu no passado, é incerto até mesmo quando planejado, já que o acaso está na vida para dar sabor; e o presente é isto mesmo, um PRESENTE, a chance de aproveitar e agir. Só se age no Presente, e atitude é uma palavra de ordem em 2010.

Conheci pessoas sensacionais, em especial alunos que estão a poucos passos de uma carreira marcante, bastando para eles apenas um pouco do “Acreditar” e da “Perseverança”. Continuar com todos falando para parar é uma arte de iluminação. Em um dado momento você recebe este dom. Lute para consegui-lo e batalhe para não perde-lo.

Encerrando mais este ano na grande escola, se eu pudesse resumir o Ano inteiro em apenas uma palavra, não um adjetivo, mas sim o siginificado maior do ano, eu apostaria em “Perseverar”; continuar sem pestanejar muitas vezes não para vencer, mas para provar que você pode. A derrota é certa, permaneça lutando. Não consigo ver minha vitória, mas continuo impassível. Neste ano que se foi, aprendi com a mitologia nórdica o sentido da vida: Viver intensamente, aprendendo e desafiando o que é tido como imutávvel. Escolha seu caminho e siga, afinal o que vale na nossa vida é a jornada e não o destino que escolhemos.

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