Meu Universo Paralelo - Vivendo Edward Santee

Eu estava lá. Diante de uma platéia inicialmente estranha, permaneci alguns instantes imóvel, sentindo novas vibrações e reconhecendo sensações que há muito não sentia.

Olhos famintos e ávidos por quesionar. Quem são estes?
Quando a luz toca o meu rosto, e com uma aspereza acolhedora aquece a parte descoberta da minha face protegida por longos pelos de barba e pela diminuta aba do meu chapéu coco, sinto as palavras fluírem pelo meu peito, flutuarem em sentido ascendente pela minha garganta, até que finalmente se desenrolam na língua até tocarem o microfone.

Naquele momento eu fazia o que sei, o que gosto e o que acredito, mas que cheguei a pensar que nunca faria.

Sem minha fiel, dinâmica e até pouco inseparável musa companheira, as suaves oscilações que me conectam com o mundo e principalmente com as comunidades que me relaciono, ficaram em outras ondas sinoidais ainda pouco conhecidas por mim.

Tudo foi novo. Tudo está jovem. Tudo estará infante.

Não é ruim...
É desafiador estar aqui mais uma vez.

No acaso aleatório e sincrônico de uma vida que tento marcar pelo desafio de ser diferente e melhor a cada dia que surge no oriente e se desintegra no ocidente, eu reconheço Edward Santee nos espelhos retrovisores do meu carro. Em casa já náo existem mais espelhos para tanto.

O ar fica aquoso à minha volta, e a sensação de estar perdido no caminho certo impera em meus pensamentos.

Sou eu no ovo. Aguardem a casca rachar-se para o infinito e além.

...nos vemos no futuro jovens padawans...

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