Referências Pop. Os Metadados da Vida Semântica

Para quem não é plugado ou trabalha com Internet pode achar que este título é germano arcaico, mas com certeza conhece ou vive isto no dia-a-dia.

Passei recentemente por um momento de extremo descontrole emocional, onde o ódio quase tomou minha alma e o desejo de gritar para o mundo, sacudir pessoas e dilacerar os comentários impróprios ou impensados rasgou qualquer idéia pura que eu tivesse. Veio neste exato momento a imagem das últimas cenas do filme “Star Wars – O Retorno de Jedi”, onde Luke Skywalker entrega-se de coração para seu pai o mal compreendido Lord Darth Vader e espera que esse venha para o lado do bem, para a Força. Quando o Imperador Palpatine, que dominava seu pai, instiga o ódio falando sobre a morte de seus amigos, Luke se descontrola e parte para cima dele.  - Palpatine sabia que o ódio poderia levar nosso herói para o mal e tomar atitudes cegas. Todos temos um Imperador do mal, que nada mais quer do que ficar do nosso lado, sempre perto. Ou mesmo na família.

Nesta hora pensei em como vencer, mostrar para o mundo que eu posso ser mais. Desejei trabalhar mais ainda do que as minhas 14 horas diárias para provar que eu não preciso provar nada para ninguém. Minha trilha sonora: “It’s a long way to top if you wanna Rock ‘n’ Roll” do AC/DC. Mesmo a música falando sobre sexo e como se dar bem com fãs na estrada, esta frase sintetiza os meus desejos, minha busca. É um caminho longo até a vitória se você quiser quebrar tudo e ser “o cara”. - Exatamente a essência de hiper texto e metadados utilizados pelos buscadores como o Google.

As referências de vida que temos hoje tornam nosso cotidiano semântico, onde as refências são cruzadas e a geração de conhecimento ou experiências nascem do POP dentro de nossa esfera. O POP para um gótico, juntamente com o seu grupo, é curtir um bom cemitério nas madrugadas frias de inverno; noite absurda para pagodeiros que “sabem” sobre o seu POP, dançar em bares com todos juntos ao som de um “sambão”.

Nosso gótico tem seu “eu” POP semântico diferente do pagodeiro.

Classificar e tribalizar seres urbanos é etiquetar pessoas como produtos, mas o meu principal desejo é fugir de rótulos. Quero que cada pessoa entenda que faz parte de uma grande rede. Pode ser ela digital ou física.

Somos aranhas que caminhamos por redes em comum, como passos únicos e individuais que dependem somente de nós mesmos.

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